quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lucas 15



Lucas 15 pode ser chamado de "O Evangelho dentro do Evangelho".

1 Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.
2 E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.

Dois tipos de pessoas que se aproximavam de Jesus:

1. Publicanos e pecadores para o ouvir.
2. Fariseus e escribas para murmurar.

Fariseus e escribas se consideravam cumpridores da Lei e todos os demais pecadores e não dignos de sua presença e atenção.
Suas regras estabeleciam o seguinte em relação aos "pecadores" (os que não cumpriam a lei): Não lhes confie dinheiro, não aceite seu testemunho, não revele nenhum segredo, não nomeie tutor de nenhum órfão, não o coloque a cargo de um fundo de caridade, não o acompanhe em nenhuma viagem, e se possível evite todo trato com ele.

Compreendemos melhor essas parábolas se lembrarmos que um judeu estrito não diria: Haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende (v. 7, 10); mas sim diria: Há alegria no céu quando se perde um pecador.

As murmurações aconteceram por verem Jesus recebendo e comendo com os pecadores (v. 2).
Em resposta a essas murmurações, Jesus compartilha três parábolas.

Independente das intenções de cada grupo, Jesus trás um profundo ensino sobre perdidos e achados.
A razão de Jesus ter vindo ao mundo para para buscar e salvar o que se havia perdido.

Lucas 19:10
Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

O PASTOR E AS OVELHAS (v. 4-7)

O pastor tinha 100 ovelhas e perdeu uma = perdeu 1%

3 Então ele lhes propôs esta parábola:
4 Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?
5 E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo;
6 e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido.
7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

A MULHER E AS DRACMAS (v. 8-10)

A mulher tinha 10 dracmas e perdeu uma = perdeu 10%

8 Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la?


9 E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido.
10 Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende.

O PAI E OS FILHOS (v. 11-32)

Pai tinha dois filhos e perdeu um = perdeu 50 %

11 Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos.
12 O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.
13 Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.
14 E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
15 Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.
16 E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.

17 Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!


18 Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
19 já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.
20 Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.
21 Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.
22 Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;
23 trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,
24 porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
25 Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças;
26 e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
27 Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
28 Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.
29 Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos;
30 vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
31 Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;
32 era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.

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