sábado, 25 de junho de 2011

Gênesis 28.1-22


01.28 - Gênesis 28.1-22 (RA) - JLS

A fuga de Jacó (Gn 28.1-9)

1 Isaque chamou a Jacó e, dando-lhe a sua bênção, lhe ordenou, dizendo: Não tomarás esposa dentre as filhas de Canaã.

"dando-lhe a sua bênção"

Isaque não permitiu que Jacó partisse sem uma bênção. Ele falou em tom de pronunciamento profético, e numa linda linguagem que revela sua percepção espiritual. 

"Não tomarás esposa dentre as filhas de Canaã."

Não case com nenhuma moça daqui de Canaã 

Esta já tinha sido a preocupação de Abraão com respeito a seu filho Isaque (Gn 24.3).

Jacó devia procurar esposa entre seus parentes em Harã, mas devia se preocupar mais com a sul participação na rica promessa herdada por Abraão 

2 Levanta-te, vai a Padã-Arã, à casa de Betuel, pai de tua mãe, e toma lá por esposa uma das filhas de Labão, irmão de tua mãe.

Padã-Arã: Ver Gn 25.20

3 Deus Todo-Poderoso te abençoe, e te faça fecundo, e te multiplique para que venhas a ser uma multidão de povos;

Isaque invoca ao Deus Todo-Poderoso: Hebr. El Shadai (Gn 17.1) para que Jacó fosse:

Fecundo
Multiplique
Multidão

A bênção de Isaque era para que Jacó tivesse riqueza, prosperidade e perspicácia para ser um lider espiritual.

4 e te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que possuas a terra de tuas peregrinações, concedida por Deus a Abraão.

"vivido como estrangeiro”

Gn 23.4

"terra que Deus deu a Abraão"

Gn 17.4-8

5 Assim, despediu Isaque a Jacó, que se foi a Padã-Arã, à casa de Labão, filho de Betuel, o arameu, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e de Esaú.

"Assim, despediu Isaque a Jacó"

Através de Isaque, Deus deu a Jacó uma ordem, um desafio, uma certeza e orientação para a viagem. 

"o arameu”

Gn 25.20

6 Vendo, pois, Esaú que Isaque abençoara a Jacó e o enviara a Padã-Arã, para tomar de lá esposa para si; e vendo que, ao abençoá-lo, lhe ordenara, dizendo: Não tomarás mulher dentre as filhas de Canaã;

7 e vendo, ainda, que Jacó, obedecendo a seu pai e a sua mãe, fora a Padã-Arã;

8 sabedor também de que Isaque, seu pai, não via com bons olhos as filhas de Canaã,

9 foi Esaú à casa de Ismael e, além das mulheres que já possuía, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael, filho de Abraão, e irmã de Nebaiote.

Esaú, revoltado (v.6-8), toma da casa de Ismael, a Maalate como mulher. 

Gn 26.34-35

A visão da escada (Gn 28.10-17)

10 Partiu Jacó de Berseba e seguiu para Harã.

“Partiu Jacó”

Jacó andou sozinho em um mundo estranho. Deixou para trás um pai envelhecido, que não percebeu que seu favoritismo por Esaú poderia tê-lo levado a contrariar a vontade de Deus, conforme foi revelada a Rebeca (25.23). 

Deixou para trás um irmão amargurado e enraivecido que, não tendo senso dos verdadeiros valores, só pensava em ter sido roubado pelo esperto Jacó. 

Deixou para trás uma mãe perturbada que, sabendo algo da vontade de Deus para Jacó, complicou o propósito divino por meio de subterfúgio mal planejado. 

11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite, pois já era sol-posto; tomou uma das pedras do lugar, fê-la seu travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir.

"um lugar sagrado"

O texto hebraico também pode ser traduzido simplesmente por “certo lugar”.

12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

"uma escada que ia da terra até o céu"

A palavra hebraica traduzida por escada pode designar tanto uma rampa como uma escadaria de pedra semelhante às que havia em templos da antiga Mesopotâmia (Gn 11.4). 
Essas grandes escadarias eram consideradas como ponto em que a terra e o céu se uniam.

Jo 1.51 afirma que o Filho do Homem é a verdadeira escada que liga a terra com o céu.

13 Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência.

"O SENHOR”

Gn 2.4b

"ao lado dele”

Também se pode traduzir por “ao lado dela” ou “por cima dela”, isto é, da escada. Isso é assim porque, no hebraico, a palavra que significa escada é uma palavra masculina. 

"Darei… esta terra"

Gn 13.14-15; 26.3-4

14 A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.

"Os seus descendentes serão tantos"

A mesma promessa de Gn 17.4-8; 22.17.

"serão abençoadas”

Gn 12.2, 3

A promessa feita a Abraão (Gn 12.1-3; 13.14-15; 15.18-21; 22.16-18) e a Isaque (Gn 26.3-5) é agora renovada a Jacó (Gn 46.3).

15 Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.

eu estou contigo
Presença
Gn 26.3
te guardarei por onde quer que fores
Proteção

te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.
Compromisso


16 Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.

Talvez pela primeira vez em sua vida tomou consciência da presença de Deus ao seu lado 

17 E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus.

"Casa de Deus" é a tradução do nome hebraico Betel. 

Era o nome de uma antiga localidade cananeia que mais tarde caiu em poder dos israelitas (Jz 1.22-26) e na qual havia um antigo e importante santuário (Gn 12.8; 13.3; 1Rs 12.29; Am 7.13).

A coluna de Betel (Gn 28.18-22)

18 Tendo-se levantado Jacó, cedo, de madrugada, tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna, sobre cujo topo entornou azeite.

"tomou a pedra que havia posto por travesseiro e a erigiu em coluna"

No Antigo Oriente, as colunas ou pedras comemorativas muitas vezes serviam como memorial de algum fato importante, como uma vitória militar, uma aliança ou uma manifestação divina (Gn 31.45-54; Êx 23.24, 24.4).

Mais tarde, a legislação deuteronômica ordenou que se destruíssem as pedras comemorativas que estavam vinculadas a práticas religiosas cananeias (Dt 7.5; 12.3; 16.22).

No caso de Jacó, a presença real de 'El Shadday levaram-no a adorar com admiração e submissão.

v.22
19 E ao lugar, cidade que outrora se chamava Luz, deu o nome de Betel.

"Luz" é um termo hebraico que significa amendoeira.

“Betel"

Palavra hebraica que quer dizer “casa de Deus”.

Gn 28.17

20 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista,

"Fez também Jacó um voto”

“Se …"

Impôs uma condição. Se Deus continuasse ao seu lado, e o guardasse em sua viagem, e o trouxesse de volta novamente, ele cumpriria a sua parte no voto 

Era um grande passo que estava dando. A pedra (massebâ) que erigiu seda um lembrete permanente do voto que fizera (v. 22). 

21 de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus;

22 e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.

“e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus"

Ele chamou o lugar de Betel, Casa de Deus, pois Deus estava ali. 

Para tornar a experiência inesquecível, levantou ali uma coluna de pedras para indicar que aquele era um local santo, um santuário onde seria sempre possível desfrutar da íntima comunhão com Deus (v. 18). 

"a décima parte”

O dízimo: A entrega do dízimo como oferta à divindade era praticada em Canaã antes da chegada dos israelitas (Gn 14.20). 

Mais tarde, a legislação mosaica introduz como exigência essa prática em Israel como meio de atender às necessidades e sustento do culto divino e para ajudar os necessitados (Dt 12.6,17-18; 14.22-29; 26.12).



Bibliografia

Notas JLS
Bíblia de Estudo NTLH
Bíblia de Estudo RA Almeida
Comentário Bíblico Moody
Comentário Bíblico Beacon Vol. 1



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