terça-feira, 2 de abril de 2013

O Cordeiro do Calvário e do Templo


João 19:30

Em Êxodo 12 (na primeira Páscoa), Deus diz a Moisés que cada família deveria sacrificar um cordeiro, espargir o sangue nos umbrais da porta e come-lo com ervas amargas.

No escuro da noite do antigo Egito, os hebreus fizeram isso e foram libertos de faraó, partindo pelo deserto em direção à terra prometida.

Desde então a cada ano, os judeus comemoram a Páscoa. Fizeram nos 40 anos que passaram no deserto e depois em Canaã.

Houve uma Páscoa na história de Israel que foi muito especial.
Era sexta-feira, e a lei do sacrifício dizia que exatamente às 3 horas da tarde, o cordeiro tinha que ser imolado no altar do templo e seu sangue espargido nas pontas - era uma sombra, a figura esperançosa da vinda do Messias.
Nesse mesmo momento, fora do templo e da cidade, havia um rústico altar não de pedras, mas de madeira e nele O Cordeiro - Jesus.

COBRIR OU TIRAR
O cordeiro do templo podia somente cobrir o pecado do homem; mas o Cordeiro do monte tinha e tem o poder de remover o pecado de toda a humanidade.
João 1:29

Uns estavam no templo e outros estavam em um monte.
No templo havia um cordeiro e no monte estava O Cordeiro.
No templo um cordeiro que apenas encobria o pecado, mas no monte O Cordeiro que tirava o pecado do homem.
No templo estava uma figura e no monte estava a essência.
No templo estava a esperança e no monte estava a realização.
No templo estava os rituais e a religião e no monte estava a morte que geraria a vida.
Onde estamos?

Quando O Cordeiro do monte Calvário disse: “Esta consumado” (João 19:30), o do templo foi morto.

Ao meio dia (hora sexta), houve trevas sobre toda a terra até às 3 da tarde (hora nona) (Marcos 15:33).
A escuridão voltou nessa Páscoa, como na primeira do antigo Egito, mas de uma maneira muito diferente. Na hora de haver sol, estava tudo escuro.

Como estavam o pessoal do templo que tinham que sacrificar o cordeiro às 3 da tarde?
Como ficaram os soldados que tinham que terminar seu trabalho antes das 6 da tarde quando começava o sábado de descanso dos judeus?
Parece que essa escuridão estava atrapalhando os planos de muita gente, mas expressava a profunda dor do coração do Pai.

Deus não atrapalha o trabalho de ninguém, por isso na hora de sacrificar o cordeiro no templo, e na hora dos soldados concluírem seu trabalho no monte, a “luz” voltou.

No monte, o corpo de Jesus é traspassado e no templo o véu do santo dos santos se rasgou em duas partes, de alto a baixo. 

A escuridão era como uma cortina, onde atrás dos acontecimentos, estava o coração de um Deus que sofria pela humanidade.
Ao abrir-se essa cortina quando a luz retorna, abre-se rasgando-se do alto a baixo com o grito de que a obra “está consumada”.

Foi o próprio Deus que rasgou as grosas cortinas que separavam o lugar santo do santíssimo, onde somente o sumo sacerdote podia entrar.
Agora com O Cordeiro sacrificado no monte, Deus estava dizendo que todos podiam entrar mais do que no templo no lugar santíssimo, mas na presença do Pai.

Jesus tinha dito: 

João 14:6
Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.

Não ofereço mais sacrifícios religiosos, não preciso de penitências, rituais e coisas assim do templo; posso viver a plenitude de vida por causa do Cordeiro do monte Calvário.

Abriu-se as cortinas, a luz acendeu e o brado foi dado: “Está consumado”.


OBRA CONSUMADA
O cordeiro do templo não levou a cabo a redenção, somente apontava para ela. O Cordeiro do Calvário disse: A obra esta consumada!
João 19:30

Venha viver essa experiência maravilhosa com Jesus, O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

JLS

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Lucas, um cristão comprometido