sábado, 14 de dezembro de 2013

Atos 6


A INSTITUIÇÃO DOS DIÁCONOS (v. 1-7)

1 Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.

"crescendo o número dos discípulos"

A igreja é um organismo vivo e sendo saudável, é normal que cresça.
A igreja de Jerusalém estava crescendo (Atos 2:41; 47; 5:14)

Como disse Rick Warren; fazemos a pergunta errada quando deveríamos fazer a certa.
Pergunta errada: O que fará a nossa igreja crescer?
Pergunta certa: O que está impedindo o crescimento de nossa igreja?

"helenistas" = gregos

"houve murmurações ... sendo esquecidas (desprezo)"

O crescimento tem preço e consequências completamente naturais - os conflitos aumentaram.

É normal quando uma igreja vai crescendo, cresça também os problemas.
Mais pessoas, mais etnias, mais idéias, mais costumes, mais valores, mais tradições, mais conceitos, mais opiniões diferentes. Tudo isso significava mais problemas e conflitos. Por outro lado também tinha que significar mais soluções.

Havia três grupos na igreja: Hebreus, helenistas (gregos) e prosélitos.
Não é fácil que todos tenham um mesmo sentir.
No capítulo 6, parece que a igreja de Jerusalém já estava um pouco distante da realidade de Atos 4:34, 35.

Não queremos conflitos, mas precisamos nos relacionar.
Não há relacionamentos sem problemas e em Deus não há problema que não tenha solução.

Pensar que na igreja não teremos conflitos; é ser muito ingênuo e sair da igreja acreditando ser essa a solução, é quebrar processos de Deus. Mas pensar que no mesmo lugar e com as mesmas pessoas que houve o conflito está a solução e busca-la; é sinal de amadurecimento na fé. JLS

2 E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.

Os apóstolos não podiam fazer tudo sozinhos.

Haviam dois ministérios: O da Palavra e oração e o de servir às mesas.

3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.

"Escolhei, pois, irmãos, dentre vós"

Um momento, o problema estava entre eles e os apóstolos dizem para eles escolherem?

Imagine uma viúva grega sentada ao lado de uma judia e os apóstolos dizem: "Irmãs, sim, vocês duas aí que estão de bico uma para a outra. Sim, vocês. Tomem as mãos agora e orem juntas para ver quem vocês vão escolher para servir as mesas". Uauuuu!

Vejo Deus nos ensinando que onde está o problema está a solução.

Quem consegue criar conflitos, deve ser capaz também de criar soluções. JLS

"sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria"

As qualidades para quem serve na Igreja.

* Boa reputação.
* Cheios do Espírito Santo.
* Cheios de sabedoria.

Um diácono, um servo de grupo caseiro ou célula, todo o que serve na obra do Senhor; deve ter essas três qualidades.

São bem parecidas às qualidades exigidas para os bispos, presbíteros e diáconos (1 Timóteo 3:1-10).

A IMPORTÂNCIA DE QUEM SERVE A MESA

Tenho percebido que o culto pode ter sido maravilhoso. Um louvor que tocou o céu e o coração de todos os presentes. Uma palavra ungida que penetrou no coração de todos. Mas se "ao servir a mesa", os que servem não tem uma boa reputação, não são cheias do Espírito Santo e não tem sabedoria; todo um trabalho de Deus na vida de uma pessoa pode perder-se. JLS

Posso ter ganho uma vida para Cristo no púlpito e perdêr-la na mesa. JLS

4 Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.

Não perder o foco. Não fazer tudo com pouca qualidade, mas fazer algumas coisas com o máximo de qualidade possível.

5 O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia,

"O parecer agradou a todos"

A proposta dos apóstolos foi bem aceita entre os discípulos.
Isso chamou-os à responsabilidade. Motivou-os a parar com as murmurações e desprezo e mostrou que não devem ter partidarismos, mas serem um no Senhor.

Foi como "jogar um balde de água fria" no fervor da carnalidade e fomentar a responsabilidade e espiritualidade entre os irmãos. Glória a Deus.

"e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia"

Escolheram somente irmãos com nomes gregos. Seria para superar as divergências?

* Estevão. O primeiro mártir da Igreja.
* Filipe. Se tornou depois um evangelista (Atos 8:5-8; 21:8).
* Prócoro. Segundo a história foi discípulo de João e chegou a ir para a Ilha de Patmos escrevendo a narração da revelação do Apocalipse que o apóstolo João teve.
* Nicanor.
* Timão (por favor corintianos, não pensem que vocês estavam aqui).
* Pármenas.
* Nicolau, prosélito de Antioquia.

6 e os apresentaram perante os apóstolos; estes, tendo orado, lhes impuseram as mãos.

"os apresentaram perante os apóstolos"

A igreja foi chamada à sua responsabilidade, mas não para decidir sozinha. Ela reconhecia a autoridade dos apóstolos.

"estes, tendo orado"

Apresentaram aos apóstolos o resultado do que tinham decidido e então os apóstolos "oraram". Entendo que pediram a Deus uma confirmação.

"lhes impuseram as mãos"

Uma vez com o consentimento da igreja, da liderança e a aprovação de Deus; impuseram as mãos sobre eles, confirmando e delegando tão precioso ministério.

A imposição de mãos simboliza o delegar de responsabilidade e autoridade para realizar o serviço no qual a pessoa foi designada (Atos 13:3; 2 Timóteo 1:6; Números 27:18-20).

7 E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.

Após solucionado o problema, a igreja continuava crescendo.
A Igreja continuava crescendo e até sacerdotes do judaísmo obedeciam à fé em Jesus.

ESTÊVÃO, O PRIMEIRO MÁRTIR (v. 8-15)

8 Ora, Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9 Levantaram-se, porém, alguns que eram da sinagoga chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos, dos da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão;
10 e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.
11 Então subornaram uns homens para que dissessem: Temo-lo ouvido proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.
12 Assim excitaram o povo, os anciãos, e os escribas; e investindo contra ele, o arrebataram e o levaram ao sinédrio;
13 e apresentaram falsas testemunhas que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras contra este santo lugar e contra a lei;
14 porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.
15 Então todos os que estavam assentados no sinédrio, fitando os olhos nele, viram o seu rosto como de um anjo.



Comentários e notas: JLS

Bibliografia:

Strong's Numbers Bible
Tempo com a Palavra - JLS
Revista Educação Cristã Volume X - Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda.

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