quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Mateus 7


EXORTAÇÕES DE JESUS (v. 1-12)


1 Não julgueis, para que não sejais julgados.

2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
3 E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.



6 Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.

7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.
8 Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á.
9 Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?
10 Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?
11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?
12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.

AS ILUSTRAÇÕES DE JESUS (v. 13-27)


Alguns exemplos de “dois” (comparação comum na cultura no oriente).

Vejamos:


Duas portas e dois caminhos: Mateus 7:13, 14

Dois animais (ovelha e lobo): Mateus 7:15
Duas árvores: Mateus 7:16-20
Dois discípulos: Mateus 7:21-23
Dois construtores e alicerces: Mateus 7:24-27

DUAS PORTAS E DOIS CAMINHOS (v. 13, 14)





13 Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
14 e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.



Os judeus já tinham esse conceito de dois caminhos e acreditavam que eles simplesmente por serem judeus estavam no caminho que levava à vida.

Um dos grandes problemas do ser humano é pensar que por pertencer a uma determinada religião, ele está salvo.

Porta: Por onde entramos (decisão).
Caminho: Por onde andamos (conseqüência da decisão).
Entramos pela porta (decisão) para andar no caminho (conseqüência de nossa decisão).

Quando tomamos uma decisão (entrando por uma porta), não podemos esquecer que teremos que arcar com as conseqüências (andando por um caminho). JLS

"Entrai pela porta estreita, ..."

Jesus apresentou ambas portas e caminhos; estreita (o) e larga (o); mas deu a “seta”, a indicação de qual é o certo. Vejo Seu amor e graça!

O mesmo fez Deus no AT.
Colocou a bênção (porta estreita e caminho estreito) e a maldição (porta larga e caminho largo), mas deu a “seta” dizendo: “escolhe, pois, a vida, ...”.

Deuteronômio 30:19
O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,

Deus diz: Entra, escolhe.
Isso quer dizer que Ele já fez tudo e agora temos que tomar uma decisão da qual somos totalmente responsáveis.

Não podemos colocar sobre os ombros da soberania de Deus, o que é nossa responsabilidade. JLS

Há coisas que são impossíveis para você fazer; essas são possíveis para Deus. 
Há coisas que são impossíveis para Deus fazer; pois essas Ele deixo para você. JLS 

Não da espaço para liberdades frívolas (sem importância, sem valor, coisas fúteis, levianas e inconstantes) para qualquer um dos lados. Exteriormente, não tem nada que a recomenda.
Poucos encontram esta estrada.
A fé não pode ser baseada por estatísticas, pois nem sempre a maioria tem razão.
Não é porque todos pensam, falam e fazem uma coisa é que estão certos.

A porta e o caminho para a vida começa simples, com certas dificuldades e limitações; mas termina esplendidamente nos céus.

Com sua estreitura, o viajante pode levar muito pouca bagagem.

Pouca bagagem:

Negar a si mesmo: Marcos 8:34
No mundo tereis aflições: João 16:33
Andar piedosamente, haverá perseguições: 2 Timóteo 3:12
O final é digno de mil batalhas, Apocalipse 2:10; 3:11.

Devemos abrir mão de muitas coisas para entrar por essa porta e seguir esse caminho. Começando pela maneira que nos vemos (como pessoas justas) e como julgamos aos demais (como pessoas pecadoras).

Historicamente, o povo de Deus sempre foi a minoria, o remanescente.

Conduz para a vida.

"larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela"

Há muitos fatores que convidam e que impelem a progredir nele.
É amplo e convidativo.
Conduz à destruição.

Com sua largara, pode-se levar as bagagens que o viajante considerar necessária. Não precisa abrir mão dos prazeres do pecado; é só colocar Jesus na bagagem também e seguir - isso é impossível!

A porta e o caminho para a perdição começa florido, pavimentado e iluminado; mas termina seco, esburacado e escuro.

Não ame o mundo nem o que há nele que é o desejo da carne, o desejo dos olhos e a soberba da vida (1 João 2:15, 16).

Jesus disse ser a porta e o caminho

João 10:7
Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas.

João 14:6
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Jesus disse: Entrai!

Diante da porta e do caminho tanto estreita (o) como larga (o), encontro três tipos de pessoas:

1. Mundano, leviano e religioso


Muitos tentam alargar o que Jesus estreitou. Esses querem estar convencidos de que entraram pela porta e seguem no caminho, mas levam consigo suas bagagens do mundo.


2. Hipócrita, fariseu e religioso

Pessoas tentam estreitar a porta e o caminho, mais do que Jesus já deixou. Esses querem forçam aos demais entrarem no céu com jugos pesados de doutrinas e dogmas de homens. Os que estabeleceram a medida da porta e do caminho, eles mesmos não conseguem entrar.


3. Discípulo


Há pessoas que entenderam a indicação de Jesus em entrar pela porta estreita e andar pelo caminho estreito. Essas não tentam mudar as medidas estabelecidas pelo Mestre e seguem o caminho com a renuncia do mundo espaçoso, largo e fácil e de si mesmos carregando diariamente sua cruz. 

As duas portas (larga e estreita) = decisões.
Os dois caminhos (largo e estreito) = consequências das decisões.

DOIS ANIMAIS - Ovelha e lobo (v. 15)

15 Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.


LOBOS

Advertência contra os falsos profetas (lobos)

Esta é uma das maneiras pelas quais os discípulos de Cristo poderão ser desviados do caminho ao céu, o que torna o fato uma advertência necessária. 
Tomai cuidado, conservai-vos longe. Até mesmo é loucura parar e discutir com eles.

Características de falsos profetas:

* Colocam suas próprias mentiras e a sabedoria de pessoas falíveis no lugar da Bíblia. 
* Chegam, sem serem convidados, sem chamado. 
* Procuram os membros duma igreja, com a intenção deliberada de induzi-las a abandonarem a verdade e a congregação.
* São sábios em sua própria presunção e nas formas do engano. 
* Chegam numa forma muito humilde, na vestimenta da inocência e inofensividade. 
* Confessam ter autorização do próprio Deus.
* São adeptos de fingida amabilidade. 
* Seu verdadeiro caráter se mostrará depois, visto que, por inclinação e treinamento, são lobos vorazes. Sua natureza é devorar (Mateus 7:15; Atos 20:29).
* São gananciosos por dinheiro, ambiciosos por poder, mas, acima de tudo, são ansiosos para destruir almas.
* Odeiam as verdadeiras ovelhas (Atos 20:29).
* Enganarão a muitos através de grandes sinais e maravilhas (Mateus 24:11, 24).
* São perversos construtores de impérios (Atos 20:30).
* São divisores e materialistas (Romanos 16:17-18).
* Falam de modo impressionante, usando linguagem floreada (Romanos 16:18).
* Enganam por permitirem Satanás disfarçar-se de anjo de luz em invés de demônio da escuridão (2 Coríntios 11:13, 15).
* Sua natureza e mensagem são controladas por demônios (1 Timóteo 4:1-3).
* Pervertem a doutrina do Filho de Deus (2 Pedro 2:1; 2 João 1:7; Judas 4).
* Pervertem a doutrina da Palavra de Deus (2 Pedro 3:16; Apocalipse 22:18-19).
* Pervertem a doutrina da graça de Deus (Judas 1:4).
* “Eventualmente”, poderão ser identificados pelos seus frutos (Mateus 7:16-20; Tiago 3:11-12; 1 João 2:19).
* Fingem ser ovelhas (7:15a): Parecem inofensivos. "que vêm até vós vestidos como ovelhas"
* Provam ser lobos (7:15b): Despedaçam suas vítimas. "mas interiormente são lobos devoradores"

Aqui, Jesus fortalece o ensino para que Seus discípulos não sejam enganados com o falso.

A Jesus como verdadeiro profeta (ministério de Cristo: Profeta, Rei e Sacerdote); não o estavam reconhecendo como tal.

Como saber ou descobrir o que é falso? Especialize no verdadeiro!

OVELHAS

Características de ovelha:

* Ouve a voz de seu pastor (João 10:3).
* É chamada pelo nome por seu pastor - ter relacionamento (João 10:3).
* Vai para fora, mas com seu pastor - não vive solta (João 10:3).
* Segue seu pastor - tem direção (João 10:4).
* Conhece a voz de seu pastor - relacionamento e discernimento (João 10:4).
* Não seguirá a estranhos por não reconhecer sua voz, mas fugirá deles (João 10:5).
* Sabe que o pastor dá sua vida por ela (João 10:11).
* Conhece o pastor (João 10:14).
* Não se pastoreia a si mesma (Judas 12).

DUAS ÁRVORES (v. 16-20)


A porta ilustra a decisão de seguir ou não a Cristo.
O caminho ilustra o começo de caminhar ou não com Cristo.
A ovelha ilustra a pessoa que segue a Jesus (o Bom Pastor).
O lobo ilustra o inimigo que quer nos devorar.

A árvore ilustra o crescimento ou não da fé em Cristo.
Uma boa árvore não pode produzir maus frutos.
Uma árvore má não pode produzir bons frutos.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

Podemos aprender com Jesus, o princípio de testar os mestres falsos e todos os fraudes.

Como posso conhecer alguém? Não é pelo o que a pessoa fala, mas faz.

Como o trigo e a aveia; as uvas e figos eram e continuam sendo de muito valor para o povo judeu.
Espinheiros e abrolhos não tinham nenhum valor e eram um problema para os agricultores.

Não tem como tirar uvas dos espinheiros e figos dos abrolhos.
Mas muitas pessoas estão tentando fazer o “milagre” de colher uvas dos espinheiros; ou seja, querem viver uma vida sem compromisso com Deus e produzir coisas boas.

As pessoas nunca imaginam colher uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos. Eles não são enganados por falsas aparências.

17 Assim toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. 
18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

Como um hipócrita pode produzir frutos bons?
E, como um discípulo de Cristo pode produzir frutos maus?

Se sou um discípulo não serei um hipócrita e se sou um hipócrita não tenho como ser um discípulo.
Se julgo querendo tirar o cisco do olho do meu irmão, antes de tirar a trave do meu; sou hipócrita e não discípulo.
Se deixo Deus tratar comigo e pelo Espírito é gerado mudanças significativas em mim, poderei ajudar a outros.

Os cristãos são capazes de provar os espíritos – até têm o sagrado dever de faze-lo – e de examinar e testar a doutrina que lhes é oferecida. 

Eles têm uma regra infalível, que é o ensino de Cristo, a Palavra da Verdade. 

Conforme este critério e padrão, devem “julgar”, não só a doutrina, mas também as obras dos mestres falsos, as quais, aqui, são chamadas de seus frutos. 

Todas estas árvores carregam fruto de acordo com sua natureza própria. Este teste nunca falha.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 
20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. 

O fim dos impostores.

Quanto ao que diz respeito ao teste de árvores, o julgamento das pessoas é tão claro e absoluto, que elas não hesitam em cortar e queimar uma árvore ruim. Elas sabem muito bem, que para aquela árvores é totalmente impossível produzir, mesmo no próximo ano, fruto bom. 

Este juízo, porém, também acertará aqueles que são culpados de doutrina e vida falsas, cujos frutos, finalmente, irão revelar a condição de suas almas. Será sua a punição do fogo do inferno. 

Enquanto isto, os cristãos não devem esquecer seu dever de testar e examinar a doutrina e as obras dos mestres falsos, para que não se tornem culpados de negligência em assuntos espirituais.

DOIS DISCÍPULOS (v. 21-23)

21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.


"nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus"


“Senhor, Senhor!”

Grego κυριος kurios de kuros
Na Septuaginta, “kurios” é a tradução mais comum de YHVH.
Nos escritos de Paulo e nas cartas gerais, “kurios” às vezes refere-se a Jesus.

É aquele a quem uma pessoa ou coisas pertence, sobre o qual ele tem o poder de decisão.
É um mestre e senhor absoluto.
Proprietário; alguém que tem o controle da pessoa.
No estado: o soberano, príncipe, chefe, o imperador romano.
É um título de honra, que expressa respeito e reverência e com o qual servos tratavam seus senhores.
Esse título é dado a Deus e ao Messias.

Quando eu digo "Senhor", devo estar muito consciente do que estou dizendo e de quem sou então - um escravo onde meu único dever é obedece-lo completamente e meu único direito é ser-lhe fiel todo o tempo. JLS

Os falsos discípulos honram ao Senhor com os lábios, mas não com a obediência.

Nem todos os que praticam uma confissão pública, são, na verdade, praticantes do que confessam. JLS

Há lindas confissões na tentativa de encobrir a hipocrisia.

Um cristianismo de boca nunca pode ser um substituto válido para um cristianismo de coração, ação e verdade. 

Mateus 15:8
Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.

O fato que os lábios, prontamente, formulam o nome de Cristo como o Senhor, e têm o costume de repeti-lo, não levará ninguém ao céu, nem lhe permitirá entrar na bendita comunhão daqueles que são um em Cristo. 

Devemos pensar bem quando pronunciarmos a palavra "Senhor".


Um dos mandamentos: Não tomar o nome do Senhor em vão.


Êxodo 20:7

Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

Os verdadeiros discípulos confessam com os lábios ao Senhor como resultado da submissão à Sua vontade. 


"mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus"

Vontade no grego é θελημα thelema = O que se deseja ou se tem determinado que será feito. Do propósito de Deus em abençoar a humanidade através de Cristo. Do que Deus deseja que seja feito por nós. Mandamentos, preceitos, vontade, escolha, inclinação, desejo, prazer, satisfação.

Mais que chamar Jesus de Senhor, o verdadeiro discípulo, vive para fazer a vontade dele.


Se sou discípulo, devo seguir o exemplo de meu Mestre.


Lucas 22:42

Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

Paulo seguiu e declarou essas palavras:


Gálatas 2:20

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo- a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.

22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?

“Muitos me dirão naquele dia”


Naquele dia se definirá quem honrou ao Senhor de coração e quem o honrou somente de lábios.

“em teu nome”

Muitos não tem compromisso com o nome (pessoa) de Deus e querem usar o nome divino para exaltar o nome humano.


Por que acontecem milagres, mesmo que uma pessoa não tem compromisso com Deus e usa o Seu nome? 
Deus tem compromisso com Seu nome e com a fé das pessoas.

"não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres?"

É possível profetizar e fazer milagres e não ser salvo.
Saúl profetizou, mas infelizmente se perdeu depois (1 Samuel 19:20-24).

Nos últimos dias, Satanás usará “prodígios de mentiras” para enganar as pessoas (2 Ts 2:7-12).

Os milagres e sinais não são evidência de comunhão com Deus. 

Mas a comunhão com Deus, certamente gera milagres e sinais. JLS

A multidão seguem os sinais.

Os verdadeiros discípulos seguem a Cristo.
E os sinais seguem os verdadeiros discípulos. JLS

Marcos 16:17, 18

17 E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; 
18 pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.

"seguirão" παρακολουθεω parakoloutheo = Seguir após, assim seguir alguém de modo a estar sempre do seu lado, seguir de perto, acompanhar,  estar sempre presente, acompanhar alguém a qualquer parte que ele vá, acompanhar o seu curso.


23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

A advertência de Cristo quanto ao juízo.


“Nunca vos conheci”

Antes de fazer milagres no nome de Jesus, é necessário conhecer Sua pessoa.
Jesus não envia ninguém, antes de chamar para estar com Ele.

Marcos 3:14
E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar.

“Apartai-vos de mim”

A sentença é breve, mas terrível!

Discípulos verdadeiros: No dia do juízo, os verdadeiros discípulos serão separados dos falsos.
Falsos discípulos: No dia do Juízo, os falsos discípulos serão condenados.

“vós que praticais a iniquidade.”

Vós que estais praticando o desprezo às leis.
Faziam coisas para Deus, mas praticavam o pecado.

Confessar com os lábios a Jesus como Senhor, mas não fazer Sua vontade; isso é iniquidade. JLS

DOIS CONSTRUTORES E DOIS ALICERCES (24-27)


A porta ilustra a decisão de seguir ou não a Cristo.

O caminho ilustra o começo de caminhar ou não com Cristo.
A árvore ilustra o crescimento ou não da fé em Cristo.
A casa ilustra a estabilidade ou não da vida de fé em Cristo.

Nessa parábola, ambos homens tinham boas intenções de construir uma casa.

HOMEM PRUDENTE - Casa na rocha (v. 24, 25)


24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.

A pessoa sábia quando constrói uma casa, lança o fundamento firmemente em terra sólida, se possível, na rocha.


Lucas 6:48
“cavou, abriu profunda vala”

25 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.


Observam a eloqüência da descrição:

Caiu a chuva.
Transbordaram os rios.
Sopraram os ventos.
Tudo deu com ímpeto contra aquela casa.

Não caiu. Motivo: Estava edificada sobre a rocha.
A casa na rocha permaneceu firme. 

1 Pedro 2:6-8
6 Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. 
7 E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; 
8 e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.

A rocha que é Cristo.
A rocha da obediência a Cristo.

HOMEM INSENSATO - Casa na areia (v. 26, 27)

26 Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.

27 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.

Casa na areia

Estava caminhando e vi essa casinha para as crianças brincarem. Logo veio um pensamento mais sério. 

Quantas pessoas edificam suas casas (vidas) na areia (em pessoas, decisões e situações completamente inseguras).

No verão palestino, quando o solo endurece, pela ação do intenso calor, qualquer ponto serve como local para a construção de uma casa. Ninguém sabe dizer se seu vizinho construiu bem ou mal; somente o construtor sabe. Mas, no inverno, a chuva cai em torrentes e os vales se enchem de correntes espumantes que solapam todos os alicerces que estão presos à rocha.

Essa tempestade pode refletir situações da vida terrena, mas também o juízo final de Deus.
Essa casa não foi edificada com um alicerce profundo.

Mateus 13:4-9
“sem profundidade”

Há também a pessoa tola, que negligencia a prudência e o senso comum. 

Ela poderá construir uma casa, cuja aparência em nada difere da pessoa sábia. Mas ela negligenciou o cuidado com a fundação apropriada. 
Escolheu um lugar formado de areia solta, próximo à torrente que vinha das montanhas. 

Os elementos, mais uma vez, foram desprendidos. 
Veio a chuva torrencial. 
Veio o rio impetuoso. 
Veio o vento que soprou com fúria. 

Neste caso, eles não só arremeteram, como se fossem um inimigo ou uma besta fera que ainda podem ser postos em fuga; mas arrasaram esta casa, e a sua ruína foi completa.

Aqui, ele faz a distinção, a comparação que prova ser verdadeira, até, nesta vida, com relação ao fundamento que as pessoas escolhem para a estrutura de sua fé e vida. 

Ele baseia sua afirmação na máxima, que um ouvir apropriado sugere a obediência no viver.

Tiago 1:22-25
22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. 
23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural; 
24 porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era. 
25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.

A AUTORIDADE DE JESUS (v. 28, 29)

28 Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina;

29 porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

A maneira de Cristo para ensinar diferia da dos escribas.

Os escribas e fariseus falavam citando sempre vários rabinos e mestres da lei. Eles representam aqueles que não tem nada de si mesmo para dar. 

Jesus era um Mestre que tinha uma mensagem. 
Suas afirmações eram claras, seus exemplos inteligentes, seus argumentos fortes e sua presença arrebatadora.
Ele tinha uma missão de professor, e ele precisava ser escutado. 
Ele pregava a Palavra de Deus, como sendo a Sua própria palavra.

A autoridade de Jesus
Jesus não menciona mestres humanos para dar autoridade a suas palavras, pois Ele mesmo vivia o que ensinava.



Comentários e notas: JLS


BIBLIOGRAFIA


A Bíblia em Esboços - Harold L. Wilmington - Editora Magnos.
Comentário Bíblico F.B.Mayer - Editora Betânia.
Comentário Bíblico Expositivo do Novo Testamento Volume I - Warren W. Wiersbe - Editora Central Golpes e Geográfica Editora.
Comentário del Contexto Cultural de la Bíblia - Craig S. Keener - Editorial Mundo Hispano.
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento - Lawrence O. Richards - CPAD.
Comentário Judaico do Novo Testamento - David Stern - Editora Atos.
Comentário del Nuevo Testamento - William Barclay - Editorial CLIE.
Comentário de Kretzmann.

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Lucas, um cristão comprometido